01 agosto 2016

Como eu era antes de você (Resenha)


Título: Como eu era antes de você 
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca 
Páginas: 320
Estrelas: 

PS: Essa resenha contém spoiler. 

Sinopse: Ela sabe quantos passos separam sua casa do ponto de ônibus. Sabe que adora trabalhar como atendente em um café e sabe que provavelmente não ama seu namorado, Patrick. O que Lou não sabe é que está prestes a perder o emprego, e que isso a obrigará a repensar toda sua vida.
Will Traynor, por sua vez, sabe que o acidente com a motocicleta tirou dele a vontade de viver. Ele sabe que o mundo agora parece pequeno e sem graça, e sabe exatamente como vai dar um fim a tudo isso.
O que Will não sabe é que a chegada de Lou vai trazer de volta a cor à sua vida. E nenhum deles desconfia de que esse encontro irá mudar para sempre a história dos dois.
Minha opinião: Tive um pouco de dificuldade para terminar a leitura deste livro, em parte porque achei as letras muito pequenas e em parte também pela história ter me tirado um pouco da minha zona de conforto. Me senti uma estranha explorando um universo do qual eu não tinha refletido tanto ao ponto de já ter pensado nas inúmeras dificuldades, tristezas e experiências que uma pessoa com tetraplegia vivencia. 
Não gostei do final, eu já tinha conhecimento do que ia acontecer, antes mesmo de ter lido o livro e de ter visto o filme, mas isso não me impediu de ter esses dois momentos. Não concordo porque simplesmente a minha essência não me permite. Se isso parecer egoísmo da minha parte, sinto muito, mas vou continuar sendo egoísta. 
O meu pai é paraplégico e minha mãe tem distrofia muscular (sei que nenhum dos dois tem tetraplegia, mas a dor e as suas dificuldades não devem ser ignoradas) e eles são pessoas muito importantes para mim, sei de suas lutas diárias, mas torço e oro para que eles melhorem e que se possível no futuro que eu possa ajudá-los a ter uma melhor qualidade de vida e quem sabe um dia Deus os cure por completo. Por que não?
Sei também que não estou no lugar de William Traynor, mas acredito que eu tentaria viver da forma que fosse possível, porque a vida é preciosa, só que nem sempre tudo é um mar de rosas, mas de todas as sensações boas que existem no mundo, ter alguém que nos ame de verdade por perto, é a melhor delas, acho que viver sem o amor das pessoas que nos rodeiam, seria uma dor muito maior para mim e no caso do Will, ele tinha pessoas que realmente cultivavam sentimentos sinceros por ele.
Por meio desta resenha você pode presumir mais ou menos o final desta história, que poderia ter sido uma motivação para muitas pessoas que estão passando por uma situação parecida ou igual a do Will, mas este não foi o caso.
Se alguém me perguntasse uma palavra que resumisse esse livro, eu diria, tristeza. 

3 partes do livro que eu gostei muito: 

Dizem que só é possível se admirar um jardim depois de certa idade, e acho que existe alguma verdade nisso. Provavelmente tem algo a ver com o grande ciclo da vida. Parece que há algo de miraculoso em ver o inexorável otimismo de um novo broto após a desolação do inverno, uma espécie de alegria na diversidade a cada ano, a forma como a natureza escolhe mostrar diferentes partes do jardim.

Foi só quando trouxemos Will de volta para casa, depois que o anexo foi adaptado e arrumado, que encontrei algum sentido em tornar o jardim bonito outra vez. Precisava dar ao meu filho um lugar para onde olhar. Precisava dizer a ele, silenciosamente, que as coisas poderiam mudar, crescer ou fenecer, mas que a vida continuaria. Que todos nós éramos parte de um grande ciclo, algum tipo de arranjo cuja finalidade só Deus poderia entender. Eu não podia dizer isso a ele, é claro – Will e eu nunca fomos muito bons em conversar – mas eu queria mostrar. Uma promessa tácita, se preferir, de que existe algo maior, um futuro melhor.

— Então vou dizer uma coisa boa — anunciou ele, e esperou, como se quisesse ter certeza de que tinha minha atenção. — Alguns erros… apenas têm consequências maiores que outros. Mas você não precisa deixar que aquela noite seja aquilo que define quem você é.


10 comentários:

  1. Entendo sua opinião como também penso, digamos, ao contrário dela. Porém sua resenha está ótima! bjss
    http://simplyradioactive.blogspot.com.br/

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    1. Tudo bem, mas que bom que você entende. Obrigada e um super beijo ♥

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  2. Eu estou lendo ele agora! E já sei muito do que vai acontecer também, assisti o filme antes de ler o livro. E olha, por enquanto eu concordo um bocado contigo na tua resenha. Mas também penso que cada um é cada um e só cada um é que sabe o tamanho da dor que sente. Não sei qual a palavra que resumiria o que sinto até agora por esse enredo, mas acho que tristeza está por ali também.

    Um beijo!
    Heeey, Maria! | Fanpage

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    1. Somos duas então, rs. Também assisti o filme, antes de ler o livro. Isso é verdade, não desmereço a dor dele, mas... Não gosto da forma como as coisas terminaram, simplesmente não entra na minha cabeça. Apesar de achar que só estando verdadeiramente na pele do Will, eu teria como falar com propriedade sobre o assunto.

      Outro! Obrigada pela visita ♥

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  3. Saudação terráqueo! Me sinto a única pessoa do mundo que ainda não leu esse livro. Sou apaixonada por ele mesmo sem o ler, apaixonada pelo pouco que sei lendo resenhas. Já sei que esse livro ou tomará o lugar ou ficara em segundo na minha vida, depois de A Culpa é das Estrelas.
    Beijo beijo beijo!
    Não Sou Uma IT! | YouTube | Fanpage | Instagram | Snapchat: badgal_lilly

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    1. Opa,tudo bem Lilly?
      Sei como é essa sensação, haha.
      Outro super beijo para você ♥

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  4. Olá Dani!
    Minha opinião sobre o livro é parecida com a sua. Tristeza realmente o resume, e acho que a palavra "desesperança" tbm. Ele foge da minha essência assim como da sua!
    Acho que ele tem pontos positivos sim, mas não consigo engolir esse final sem reclamar, rsrs
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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    1. "Desesperança", isso mesmo...
      Acho que a vida já é um bucado triste, então é normal que a gente procure algo que alivie as nossas dores e que nos dê esperança de um futuro melhor.
      Beijão ♥

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  5. Eu amo esse livro! Entendo sua opinião, e até concordo um pouco com ela, mas ao mesmo tempo tento entender toda a situação do Will e isso de certa forma me faz compreender um pouco do porquê da decisão dele, sabe? Porque talvez a dor dele já estivesse insuportável... Enfim, gostei da resenha! E se eu fosse resumir o livro, não sei se eu usaria só a palavra tristeza, mas ela com certeza estaria incluída haha
    Um beijão,
    Gabi do likegabs.blogspot.com ♡

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    1. Sim, entendo a forma como você pensa e isso me faz pensar que se chegou a este ponto, é porque ele estava extremamente depressivo. E a depressão foi a "culpada" pela decisão dele e claro que as suas condições físicas acabaram tirando toda a cor que existia ao seu redor.
      É muito complicado tentar entender o que se passava na mente dele.
      Obrigada pelo seu comentário e pela sua visita Gabi!

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